Posts Tagged ‘Matemática’

Aprender a ensinar – Prova Oral

Setembro 16, 2009

O que eu me diverti neste programa de rádio.
Até ajudei o Alvim a lançar uma nova campanha contra o ensino da matemática.
Eu até o apoiava, mas só contra um “certo tipo” de ensino da matemática que faz com que os alunos fujam do “bicho papão”.

Quando tiver o podcast coloco-o pois as intervenções telefónicas foram demais.

Aprender a ensinar – Prova Oral

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Desta nem os gatos se lembravam…

Setembro 3, 2009

Esta notícia estaria de certo numa colectânea dos melhores sketches dos “gatos fedorentos”, parece que estou a vê-los…

Código binário em 60 segundos

Abril 11, 2009

Está em inglês, mas vale muito a pena…

E ainda dizem que a matemática é difícil.

Nuno Crato premiado no European Science Awards

Março 13, 2008

O matemático e divulgador científico Nuno Crato foi hoje distinguido com um dos European Science Awards na área da comunicação da ciência, atribuídos pela Comissão Europeia, em Bruxelas. Na categoria de Melhor Comunicador do Ano, Nuno Crato ficou em segundo lugar, tendo sido o primeiro lugar atribuído ao astrofísico e escritor francês Jean-Pierre Luminet, especialista em buracos negros, do Observatório de Paris.

É a primeira vez que um português é distinguido neste galardão, criado em 2004 (então chamado Prémio Descartes para a Comunicação da Ciência), edição em que venceu o famoso naturalista e apresentador britânico de documentários David Attenborough.

Nuno Crato, de 56 anos, é professor de matemática e estatística no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa. O seu gosto pela comunicação da ciência tem-se traduzido em diversos livros e programas na televisão e na rádio.

O júri do prémio destacou a colaboração de Nuno Crato no semanário “Expresso” (onde desde 1996 escreve artigos de divulgação científica), na Rádio Europa (onde tem o programa diário “3 minutos de ciência”) e em programas de televisão (de que o 4XCiência, na RTPN, onde é um dos cientistas residentes, é um exemplo). Como presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, também tem promovido a matemática entre os jovens, salientou ainda o júri.

Da lista de livros de divulgação científica de que é autor, editados pela Gradiva, fazem parte “Passeio Aleatório – Pela Ciência do Dia-Dia” (2007), “A Espiral Dourada” (2006), “Trânsitos de Vénus” (2004), “Zodíaco: Constelações e Mitos”(2001), “Eclipses” (1999).

Na descrição do estilo adoptado na divulgação científica, o júri chamou-lhe a “abordagem Crato”, com uma “escrita fácil de ler, mas informativa e cientificamente sólida”. Abordagem Crato? “Achei imensa piada. Em português parece ridículo, mas em inglês ‘it sounds great’”, comentou ao PÚBLICO. “É importante que a comunicação científica seja valorizada internacionalmente. Estou muito contente.”

Na área da comunicação da ciência, os European Science Awards têm ainda as categorias Escritor do Ano e de Documentário do Ano: foram atribuídas, respectivamente, a Delphine Grinberg, autora de livros sobre experiências científicas para crianças, da Cidade das Ciências de La Villette em Paris; e a Peter Leonard, da BBC, com um documentário sobre o Universo.

Fonte: Teresa Firmino no Jornal Público

Para a matemática não há nobel…

Março 12, 2008

Porque a mulher de Alfred Nobel foi viver com um matemático…
A. Nobel (1833-1896) foi um cientista sueco que criou uma fundação que anualmente premeia cientistas de várias áreas do conhecimento como Física, Química, Medicina, Literatura, etc… Como não existe um Prémio Nobel em Matemática, muitos pensam erradamente que não existe pesquisa actual nesta área.
A. Nobel foi abandonado pela sua primeira mulher, a qual a seguir se casou com um dos mais brilhantes matemáticos da sua época. Se o Prémio Nobel cobrisse a área da Matemática, muito provavelmente o tal matemático iria mais cedo ou mais tarde recebê-lo. Talvez seja essa a explicação para a omissão da Matemática entre as áreas cobertas pelo Prémio Nobel. O Prémio correspondente ao Prémio Nobel, na área da Matemática é a Medalha Fields que é outorgada pela “International Mathematical Union” de 4 em 4 anos. Este prémio só é atribuido a matemáticos que tenham menos de 40 anos de idade.

Os prémios atribuidos pela academia sueca mostram ao “grande público” a vitalidade das áreas por eles destacadas. Como não existe Nobel da Matemática, muitos pensam que a investigação matemática não existe, que já não há mais nada a descobrir. A Matemática é uma Ciência viva e que um intenso trabalho de investigação é desenvolvido hoje em dia nesta área. O matemático A. Odlyzko do “AT&T Bell Laboratories” afirma: nos últimos trinta anos a quantidade de páginas escritas de trabalhos publicados em Matemática é maior do que o número de páginas escritas sobre Matemática desde a Grécia antiga até a trinta anos atrás. Muitas razões concorrem para o desconhecimento do cidadão comum a respeito do desenvolvimento da pesquisa em Matemática. A primeira delas é que pela sua própria natureza, um resultado matemático usa outros resultados anteriores e assim por diante de tal forma que é difícil descrever para um cidadão que não conheça a Matemática superior a importância dos resultados obtidos pelos matemáticos actuais. Sendo assim o cidadão comum não tem em geral conhecimento da pesquisa em Matemática actual. Convém também lembrar que a Matemática que se aprende hoje no secundário e no ensino superior, e que se aplica numa enorme quantidade de situações práticas, foi considerada pesquisa Matemática algum tempo atrás.

Segundo outros, a explicação é a seguinte…

Todos os anos são atribuídos seis Prémios Nobel, um em cada uma das seguintes categorias: Literatura, Física, Química, Paz, Economia, e Psicologia e Medicina. Estranhamente, a Matemática está fora desta lista! A razão desta distinta ausência tem sido objecto de muitas especulações, algumas das quais serão apresentadas a seguir. Uma das mais comuns – e infundadas – razões de Nobel ter decidido não atribuir um prémio à Matemática tem a ver com uma mulher a quem ele se terá declarado para que fosse sua esposa ou amante. Ela tê-lo-ia recusado em detrimento de um matemático famoso (ou tê-lo-ia traído com este). Gosta Mittag-Leffler é muitas vezes indicado como sendo a parte culposa. Não há evidências históricas que apoiem tal afirmação. Em primeiro lugar, o Sr. Nobel nunca casou e além disso há motivos mais credíveis para não haver Prémio Nobel para a Matemática. Talvez o mais válido entre eles seja o simples facto de ele não dar muita importância à Matemática e de esta não ser considerada uma ciência prática da qual a humanidade pudesse beneficiar (o principal motivo da criação da Fundação Nobel). Mas há aqui outros factos relevantes:

1. Nobel nunca casou, portanto não há “esposa”. Ele teve realmente uma amante, uma vienense chamada Sophie Hess.

2. Gosta Mittag-Leffler foi um matemático importante na Suécia nos finais do século XIX, princípios do século XX. Foi o fundador do jornal Acta Mathematica, desempenhou um papel importante na carreira de Sonya Kovalevskaya e chegou a estar à frente da Stockholm Hogskola, precursora da Universidade de Estocolmo. Contudo, parece altamente improvável que ele tivesse sido um grande candidato para um Prémio Nobel da Matemática se o houvesse – até porque havia, na mesma época, matemáticos como Poincaré e Hilbert.

3. Não há evidências de que Mittag-Leffler tivesse muito contacto com Alfred Nobel (que morou em Paris nos últimos tempos da sua vida) e muito menos que houvesse inimizade entre eles por qualquer razão. Pelo contrário, perto do final da vida de Nobel, Mittag-Leffler esteve envolvido em negociações diplomáticas para tentar persuadi-lo a legar parte da sua fortuna à Hogskola. É difícil de acreditar que ele o tivesse tentado se, à priori, existissem problemas entre eles. E parece que, inicialmente, Nobel teve intenção de seguir este conselho. Depois, deve ter-lhe ocorrido a ideia do Prémio Nobel – para grande desgosto da Hogskola (para não falar no dos parentes de Nobel e da senhora Hess). De acordo com um interessante estudo de Elisabeth Crawford, “O começo da Instituição Nobel”, Cambridge Univ. Press, 1984, paginas 52-53: “Apesar de não se saber como é que os responsáveis de Hogskola acreditaram que uma grande doação estaria para chegar, esta era realmente a expectativa, e a desilusão foi enorme quando se anunciou em 1897 que Hogskola tinha sido deixada de fora do Testamento final de Nobel em 1895. Seguiram-se recriminações com Pettersson e Arrhenius (rivais académicos deMittag-Leffler na Administração de Hogskola) a divulgarem que a antipatia de Nobel por Mittag-Leffler tinha terminado no que eles chamaram o “Nobel com Asas”

4. Uma última especulação é do foro psicológico: será que Nobel, ao escrever o seu Testamento, presumivelmente repleto de grande benevolência para com a humanidade, se teria permitido a este acto de má vontade, só para distorcer os seus planos idealistas para o monumento que ele iria deixar? Nobel, inventor e industrial, não criou um prémio para a Matemática simplesmente porque não se interessava por ciências teóricas. O seu testamento falava de prémios para aquelas “invenções e descobertas” de grande benefício prático para a humanidade.

Contudo, a versão das rivalidades por causa de uma mulher é, obviamente, muito mais divertida e, por isso, irá continuar a transmitir-se. Nota: Para não ficarem fora da festa dos Grandes Prémios, os matemáticos domundo decidiram lutar. No Congresso Internacional de Matemáticos(ICM) realizado em Toronto (Canadá), em 1924, foi decidido que em cada nova sessão do Congresso seriam atribuídas duas medalhas de ouro para reconhecer grandes feitos matemáticos.

Retirado de http://matematica.com.sapo.pt/