Stallman no seu melhor

Deixe o seu comentário

Segundo uma notícia do publico.es Richard Stallman, pai do movimento de software livre atacou em todas as frentes, mas segundo alguns comentários a notícia tem erros pois o título é enganador “Stalman: Linux não é software livre” (coisa que alguns comentadores afirmam que Stalman não disse).

Mas durante a conferência que deu no Medialab Prado de Madrid focou-se em alguns pontos:

  • A Microsoft e a Apple são representantes de uma industria que quer impôr a ditadura dos programas proprietários.
  • Os fabricantes de telemóveis tabém não ficam atrás. (Stallman inclusive recusa-se a ter telemóvel).
  • Linus Torvalds e seus seguidores estão mais preocupados com o código do que propriamente com a filosofia do software livre.
  • As distribuições mais populares não são realmente software livre, pois têm muitos pacotes proprietários, lamentando os efeitos do mercado no movimento.
  • Comparou as empresas de software proprietário a traficantes de droga (não de uma forma tão directa), pois oferecem cópias gratuitas às escolas, segundo Stallman para “eternizar a dependência”, após ficarem viciados, toca a pagar.

Para Stallman, um software para ser considerado “livre” deve respeitar “quatro liberdades”:

  1. Um programa é livre se puder ser utilizado e executado como o indivíduo o quer. Os softwares proprietários incluem limitações à utilização, ditadas pela licença incluida no código.
  2. O código tem de permitir o seu estudo e alteração. Face ao software proprietário, que esconde o código, o software livre deve ser público.
  3. A cópia e distribuição deve ser livre e permitida. Para Stallman este é um exemplo concreto da obrigação moral de ajudar o próximo.
  4. O software livre deve permitir a distribuição das cópias modificadas por cada programador, mesmo a sua venda.

Pela leitura do texto e dos comentários parece-me que enquanto Stallman defende o software livre, Torvalds defende mais o opensource.

Pode ler a notícia completa e os comentários aqui.

Autor do texto original: Miguel Angel Criado

Richard Stallman (RMS)

Deixe o seu comentário

225px-portrait_-_denmark_dtu_2007-3-31.jpgActivista do software livre, hacker e programador.
Em Setembro de 1983 lança o Projecto GNU para criar um sistema operativo tipo UNIX e tem sido o líder e orquestrador do projecto. Com o lançamento deste projecto fundou o movimento de software livre e, em Outubro de 1985 estabeleceu a Fundação para o Software Livre (FSF).
Foi o pioneiro no conceito de copyleft e o autor principal da licença GNU GPL.
Ver mais na Wikipedia (em inglês)
Página Pessoal
Blog
Ensaios sobre a filosofia GNU (a maioria dos ensaios da sua autoria).

Porque as escolas deveriam utilizar exclusivamente software livre

Deixe o seu comentário

Escrito por Richard Stallman (traduzido livremente)

Existem razões gerais pelas quais todos os utilizadores de computadores deveriam insistir em software livre. Este dá ao utilizador a liberdade de controlar o seu próprio computador – com software proprietário, o computador faz o que o dono do software quer que ele faça, e não o que o utilizador quer realmente fazer. O software livre dá também ao utilizador a liberdade de colaborar e de conduzir a sua vida. Estas razões aplicam-se não só às escolas, mas a todas as pessoas.

Mas existem razões especiais que se aplicam a escolas. E são o assunto deste artigo.

Primeiro, o software livre pode poupar dinheiro. Mesmo em países mais ricos, as escolas têm orçamentos reduzidos. O software livre dá às escolas, tal como a qualquer utilizador, a liberdade de copiar e redistribuir o software, possibilitando assim ao sistema escolar cópias legais para todos os computadores que têm. Em países pobres, isto pode ajudar a eliminar a exclusão digital.

Esta razão, embora importante, é superficial. Qualquer desenvolvedor de software proprietário pode eliminar esta desvantagem doando cópias para as escolas. (Cuidado! – uma escola que aceite esta oferta poderá ter de pagar para upgrades futuros.) Assim vejamos as razões mais profundas.

A escola deverá ensinar aos alunos formas de vida que possam beneficiar a sociedade como um todo. Deve promover a utilização de software livre tal como promove a reciclagem. Se as escolas ensinarem a utilizar software livre, então os alunos irão utilizar software livre após a sua formação. Isto irá ajudar a sociedade a escapar do domínio das megacorporações. Estas corporações oferecem amostras grátis para escolas pela mesma razão que as companhias de tabaco distribuem cigarros grátis: para viciar as crianças (A companhia de tabaco RJ Reynolds foi multada em 15 milhões de dólares, em 2002, por oferecerem amostras de cigarros em acontecimentos frequentados por crianças, ver http://www.bbc.co.uk/worldservice/sci_tech/features/health/tobaccotrial/usa.htm). Eles não vão dar descontos a estes alunos depois de crescidos e formados.

O software livre permite aos alunos aprenderem como o funciona. Quando os alunos chegam à adolescência, alguns querem aprender tudo o que há para saber sobre o seu computador, sistema e software. É nesta idade que aqueles que se vão tornar bons programadores devem aprender. Para aprender a escrever bem um software, os alunos precisam de ler muito código e escrever muito código. Necessitam assim de ler e compreender programas reais, que são realmente utilizados por muitas pessoas. Irão tornar-se intensamente curiosos para ler o código-fonte dos programas que utilizam diariamente.

O software proprietário rejeita essa sede de conhecimento: diz, “O conhecimento que querem é segredo – aprender é proibido!” O software livre encoraja qualquer um a aprender. A comunidade de software livre rejeita o “sacerdócio da tecnologia”, que mantém o público em geral na ignorância de como a tecnologia funciona; encorajamos assim alunos de qualquer idade e situação a ler o código-fonte e a aprender tudo o que quiserem. As escolas que utilizam software livre fomentarão o aparecimento de programadores dotados.

A próxima razão para a utilização do software livre nas escolas é ainda mais profunda. Espera-se que as escolas ensinem factos básicos, e capacidades úteis, mas não é esse o seu trabalho completo. A missão fundamental é ensinar pessoas a serem bons cidadãos e bons vizinhos – a cooperar com outros que necessitem de ajuda. Na área da informática, isto significa ensinar a partilhar software. No ensino básico, acima de tudo, deve-se incutir a máxima, “Se trazes software para a escola, deves partilhá-lo com as outras crianças.” Claro que a escola deve praticar aquilo que ensina: todo o software instalado pela escola deve estar disponível para os alunos copiarem, levarem para casa, e redistribuirem-no fora do âmbito da escola.

Ensinar os alunos a utilizar software livre, e a participar na comunidade de software livre, é uma lição de civismo. Também ensina o modelo de um serviço realmente público em detrimento de alguns sectores localizados. Todos os níveis escolares deveriam utilizar software livre.

Este texto foi encontrado originalmente nesta ligação e exprime de uma forma simples a utilização de software livre.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.