Segundo uma notícia do publico.es Richard Stallman, pai do movimento de software livre atacou em todas as frentes, mas segundo alguns comentários a notícia tem erros pois o título é enganador “Stalman: Linux não é software livre” (coisa que alguns comentadores afirmam que Stalman não disse).
Mas durante a conferência que deu no Medialab Prado de Madrid focou-se em alguns pontos:
- A Microsoft e a Apple são representantes de uma industria que quer impôr a ditadura dos programas proprietários.
- Os fabricantes de telemóveis tabém não ficam atrás. (Stallman inclusive recusa-se a ter telemóvel).
- Linus Torvalds e seus seguidores estão mais preocupados com o código do que propriamente com a filosofia do software livre.
- As distribuições mais populares não são realmente software livre, pois têm muitos pacotes proprietários, lamentando os efeitos do mercado no movimento.
- Comparou as empresas de software proprietário a traficantes de droga (não de uma forma tão directa), pois oferecem cópias gratuitas às escolas, segundo Stallman para “eternizar a dependência”, após ficarem viciados, toca a pagar.
Para Stallman, um software para ser considerado “livre” deve respeitar “quatro liberdades”:
- Um programa é livre se puder ser utilizado e executado como o indivíduo o quer. Os softwares proprietários incluem limitações à utilização, ditadas pela licença incluida no código.
- O código tem de permitir o seu estudo e alteração. Face ao software proprietário, que esconde o código, o software livre deve ser público.
- A cópia e distribuição deve ser livre e permitida. Para Stallman este é um exemplo concreto da obrigação moral de ajudar o próximo.
- O software livre deve permitir a distribuição das cópias modificadas por cada programador, mesmo a sua venda.
Pela leitura do texto e dos comentários parece-me que enquanto Stallman defende o software livre, Torvalds defende mais o opensource.
Pode ler a notícia completa e os comentários aqui.
Autor do texto original: Miguel Angel Criado